domingo, 2 de julho de 2017

Namoro: caminho para o casamento

Olá caros leitores, hoje venho falar sobre uma realidade que vivo há quatro anos, um mês e dezesseis dias: meu namoro. Na verdade, o foco não é falar sobre o meu relacionamento propriamente, mas ele será usado como exemplo aqui.
O texto será uma reflexão sobre essa realidade que muitos jovens vivem, mas que muitas vezes não conseguem enxergar o seu fim último que é o casamento.
Quando pensamos em namoro, pensamos que é estar com a pessoa que gostamos estar com sua família, conhecer os amigos um do outro, sair para se divertir, presentear um ao outro... Isso de fato são características do namoro, porém, o namoro vai além.
Quando um casal começa a namorar, eles têm a missão de levar esse namoro até o casamento e não para ter uma experiência de um determinado tempo. – Mas como eu, tendo apenas um mês de namoro posso pensar em casamento? – Se você chegou até aqui na fase do namoro e não pensa em levá-lo até chegar ao matrimônio, é porque você não está apto e não é digno de estar namorando tal pessoa, pois começar um relacionamento com alguém envolve muitas coisas na vida de ambos: família, amigos, cotidiano que acabam sendo transformadas ao iniciar um relacionamento sério. Mas se você está apenas com o intuito de curtir o momento, é melhor nem começar a namorar.


- Gosto da pessoa e ela também gosta de mim, mas no momento não queremos algo sério. Podemos apenas ficar? - Hoje em dia isto é modinha em todas as idades. Confesso que quando tinha entre meus 13 a 15 anos fiquei com alguns meninos, mas quando Deus entrou de fato em minha vida isso mudou. Hoje em dia, a pessoa que não fica é taxada como um extraterrestre, mas não é assim que a banda toca. Se o casal se gosta, porque já de cara não começar a namorar? Ou então não fazem algo chamado discernimento?
O discernimento é um período antes do namoro onde o menino e a menina saem, conversam, rezam, aprofundam sua amizade e seus sentimentos para ver se de fato dará em namoro. Muitas das vezes esse gostar que foi mencionado acima, pode ser apenas uma atração física e até mesmo uma admiração pela personalidade da pessoa que esta transparece. A partir do discernimento, a pessoa se abre mais e ambos vão percebendo ali se é válido ou não dar o próximo passo que é o namoro. Para começarem bem o namoro, não fiquem (que é pecado e também não vale a pena), façam discernimento, pois vocês conhecem a pessoa pela conversa e não pela troca de saliva, pois o beijo é característica do namoro e não de um momento.
Mas voltando ao foco principal, o namoro é amadurecimento, discernimento do casal para o casamento. Durante o namoro conhecemos mais afundo aquele que está ao nosso lado. Conhecemos seus defeitos, sonhos, medos, qualidades, manias... E durante este tempo vemos a direção de Deus na condução do relacionamento. O bom deste período do namoro é que vemos se de fato a pessoa que no qual estamos juntos é realmente aquela pessoa que Deus preparou para nós, pois assim não acabamos nos frustrando ao casar com alguém que no namoro era uma coisa e dentro do casamento se torna outra; porque realmente há namoros que não dão certo, mesmo que o casal lute para que dê certo, pode ser que eles se saiam melhor como amigos do que como namorados.
Ao longo desses meus quatro anos de namoro, percebi algumas características que são pelo menos para mim, fundamentais que podem ajudar no namoro:
Presença de Deus: não adianta namorar se você e seu namorado (a) não buscam ter intimidade com Deus, não buscam viver os sacramentos, não deixam que Deus seja o centro no namoro. 



Amizade: meu namorado é meu melhor amigo. Compartilho com ele meus momentos de alegria e tristeza; da mesma forma ele compartilha as mesmas coisas comigo.
Ciúmes: ciúmes não é bom. Dizem por aí que é bom sentir, que é como se fosse um cuidado a mais com a pessoa, mas não é. O ciúme é falta de confiança e insegurança do lado de quem é ciumento. O ciúme não é demonstração de amor, mas sim algo que desgasta e empobrece o namoro.
Confiança: de nada vale estar com alguém se não confia nela. Um dos pilares do namoro é a confiança, se ela não existe é melhor sair do relacionamento.
Brigas: os mais experientes no quesito relacionamento dizem que as brigas são fundamentais num relacionamento, pois de alguma forma dá uma esquentada na relação (estou sendo irônica nesta frase). A briga é outro desgaste no namoro, não vale a pena. Tudo, absolutamente tudo, pode se resolver numa boa conversa onde ambos expõem os problemas para que juntos possam ser solucionados.
Chiclete/grude: ser casal chiclete tem um limite. É legal ficar todo o mi mi mi fofo, mas tem limite. Digo, ter limite no quesito “até onde estou levando meu namoro”: muitas vezes quando alguém começa a namorar, o namorado (a) acaba se tornando o centro de tudo e o resto se torna algo inexistente. O namoro não pode ser assim! Eu e meu namorado saímos juntos, saímos com os nossos amigos, eu saio com os meus amigos e ele sai com os amigos dele. Isto é um exemplo, porque não faço do meu namorado centro da minha vida, da mesma forma que ele não me faz centro da vida dele. Respeitamos um ao outro, pois sabemos que antes de começarmos a namorar tínhamos nossos amigos e nossas rotinas e o que agora fazemos um pelo outro é SOMAR nessas áreas.
Paciente: ter paciência no namoro é um grande desafio, meu namorado que diga (risos). A paciência é essencial para que o namoro dê certo; paciência nas tribulações e principalmente na questão de se viver a castidade no namoro, ou seja, guardar o sexo só para depois o casamento (há outras coisas também que envolvem viver a castidade dentro do namoro). Eu poderia falar mais sobre esse assunto aqui, mas este tema pode ser abordado separadamente em outro texto exclusivo para o blog.
Enfim, o namoro é um caminho para o casamento. A cada dia vamos discernindo o que agrega ou não no relacionamento. É um momento de novas experiências, aprendizados, amadurecimento. Aprendemos com o tempo que a paixão passa e é substituído pelo amor, que mesmo sem dizer uma palavra estar na presença do outro é o que basta, é doação um pelo outro porque somos incumbidos de fazer o outro feliz, saber ouvir, ser paciente, é acordar todos os dias e ter o desejo cada vez maior no coração de querer levar aquele (a) que se ama para o céu. Vivendo tudo isso, colocando Deus a frente de tudo, Ele nos direciona ao matrimônio e assim o casamento se torna frutífero e enraizado em Deus.


Que vocês possam viver bem o período do namoro viva-o de forma conjunta com Deus para que Ele possa fortifica-los. Aos que ainda não namoram, acalmai-vos! Não é o fim do mundo, pois você pode ser muito novo (a) e imaturo para isto ou então Deus te chama para viver outra vocação.
Que a Sagrada Família, seja o modelo para os namorados que buscam viver o namoro em união com Deus e buscam formar uma família santa!

Deus os abençoe e que Nossa Senhora interceda por todos!




Jessica Brito da Cruz Loureiro
Coordenadora EAC Catedral (2012 – 2014)
Coordenadora Setor Juventude Dec. São Pedro de Alcântara (2015 - Atualmente)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Discernimento
Preparação para a santidade

          Esse é o mês dos namorados. Mas antes de formar um casal, ou até mesmo durante o namoro, uma pergunta marca o caminho dos católicos: "afinal, qual é a minha vocação?" Para responder isso, só mesmo um bom tempo de discernimento. Nesse texto, compartilho com vocês como foi o meu discernimento. Espero poder acrescentar em algo na caminhada de vocês! Sou Nathália Pujol, namorada do Victor Mano.
Há algum tempo esse texto deve ser escrito, mas só depois que o discernimento passou, posso falar dele com mais clareza.
“Discernir nossa vocação” não estava nos nossos planos antes de Victor e eu começarmos a namorar. Meu diretor quase me deu uns tapas por causa disso. Mas algo marcou muito o 1 ano de convivência que tivemos antes do nosso primeiro beijo: a nossa amizade. Foi o discernimento que fizemos para dar um passo a mais. Foi em uma boa amizade que preparamos nossos corações para o namoro. Em cada momento dessa história imagine dois apaixonados que, acima de tudo, marcaram seu caminho com oração e uma boa amizade. Pois sem intimidade suficiente, não poderíamos compartilhar um com o outro os segredos do coração.
Nosso namoro era encantador, estávamos muito felizes, mas Nosso Deus e Senhor queria algo a mais de nós. Depois de alguns meses de namoro o Victor compartilhou comigo o desejo que crescia em seu coração de ser padre. Eu não tinha a menor ideia de como me comportar diante desse anúncio. Mas demos uma grande atenção ao seu discernimento. Chegou um momento, porém, que vimos que não seria mais possível continuarmos juntos para um verdadeiro discernimento. Até porque, eu estava indo embora para o exterior. Terminamos. Mas não durou muito, a dúvida e a saudade bateram e resolvemos encarar isso tudo juntos.
1 ano depois, havia crescido no meu coração o desejo de ser missionária. E para que eu pudesse assim bem servir à Deus, via que a vida religiosa seria a mais indicada. Queria me entregar por inteiro ao trabalho de evangelização e conversão do mundo. E Victor também desejava o mesmo. Ele queria ser padre e eu, freira. Mas eu já estava de volta e podíamos ficar juntos de novo, como não ficamos durante 1 ano. O que fazer? Era como estar diante de uma bifurcação. Ambos os caminhos nos levariam à santidade, tão almejada. Mas em qual deles Deus estaria nos esperando? Isso não sabíamos. Precisamos terminar de novo.
Durante aquele ano, Victor estava fazendo discernimento no Seminário Diocesano. Cada vez mais admirado com a vida sacerdotal. E eu, estava atacando todas as freiras que via na rua, querendo saber mais sobre suas congregações, suas atividades e o quão dedicadas às missões elas eram. Pela primeira vez, consegui começar a discernir minha vocação, com 1 auxilio do meu diretor. Compartilhava com ele todas as alegrias e decepções que encontrava nesse meu percurso pelos conventos da cidade.
Um dia, no final de uma Missa, conheci, por providência divina, a Irmã Sandilene. Filha da Caridade, ela me levou à um mergulho por toda a espiritualidade de São Vicente de Paulo e de Santa Luiza de Marillac. Meu encantamento por seus trabalhos, crescia a cada dia, e o medo de me tornar freira também. Minha Família estava desapontada que eu poderia não me casar, mas trataram o assunto com menos desespero que eu previa.
Preciso lembrar que meu discernimento não se concentrava só na vocação religiosa x matrimonial, mas também profissional e geográfico. Como assim? Dê uma olhada, esse quadro me ajudou a refletir sobre tudo isso: 



  
Um monge alemão me orientou escrever todo dia, para onde o meu coração se inclinava: pro matrimonio ou pra vida religiosa. No final de cada mês deveria fazer um balanço para ver para qual lado estava mais voltada. Se isso realmente me ajudaria, não sabíamos, mas era um bom começo!
Achei tão divertido que resolvi colocar na parede, com todas as dúvidas que estavam na minha cabeça: se me tornava freira ou me casava, se estudava cervejaria ou medicina, se ficava na Alemanha ou voltava pro Brasil.
No fim de tudo, eu havia me apaixonado pela Alemanha, mas com o coração brasileiro, preferi ficar por aqui e estudar Psicologia (não, não mais medicina x cervejaria). E Victor e as Filhas da Caridade? Eu também estava apaixonada pelo carisma delas, mas meu coração não estava lá. Na mesma semana que descobri isso, Victor decidiu não entrar no seminário. Ele também não via que lá estava seu chamado. Decidimos voltar a pensar no “nós”. Em construir uma família, em sermos santos juntos.
Mas o discernimento não podia parar. Agora, mais do que nunca, precisávamos ter certeza de onde Deus nos queria. E para que vivêssemos bem esse tempo, um conselho do meu diretor foi super importante: “vocês precisam cultivar a distância externa, para purificar a internar”. Ou seja, por mais que quiséssemos logo andar por ai de mãos dadas, precisávamos manter o foco no discernimento, para que pudéssemos ouvir a voz de Deus no nosso coração.
O prazo final seria a Páscoa de 2017. Se fosse do agrado de Deus que voltássemos a ser um casal, voltaríamos a namorar só depois da ressurreição de Nosso Senhor. E nosso maior foco da Quaresma foi ter certeza disso.
Quando chegou a Quinta-feira Santa, Victor e eu já tínhamos quase toda a certeza de que deveríamos voltar. A chama da paixão que havia em nossos corações, havia sido reacesa. Nós tínhamos certeza de que nos amávamos. Mas eu estava aflita, porque espera ainda um sinal seguro de Deus. Preparei uma carta e estava indo levar para a Irmã “Sandi”. Antes de chegar até ela, Victor me encontrou, de surpresa, e me entregou uma rosa. Quando encontrei a Irmã, não falamos nada sobre o discernimento, tudo o que eu precisava dizer estava na carta. Mas batemos papo, como há tempo não fazíamos e ela me entregou um pão de mel.
Com aquela rosa e aquele pão de mel, fui para a Missa do Lava-pés. E depois, Vigília. Eu não tinha muito tempo de oração, minha família me esperava em casa. Eu disse isso para Deus. Não se apressa Deus, mas eu disse que não podia esperar mais por uma confirmação 3 sua. E olhando para aquele pão de mel, chorei. Chorei pensando que podia ou não ser freira. Mas quando olhei para a rosa, chorei com a certeza de que seria mãe. Uma alegria tomou conta do meu coração e eu não tinha mais dúvida: ao lado do Victor era o meu lugar. Era o lugar que o Senhor havia nos preparado.
Agora estávamos juntos de novo, rumo a uma vida santa, com a Graça do mesmo Deus que nos uniu há 3 anos atrás. O discernimento só acaba no altar. Mas já temos mais certeza do nosso lugar, porque estávamos muito felizes. E vocação nenhuma nos garante a felicidade, se não a certa!!
Fico feliz de o meu discernimento ter me levado a tomar essas decisões, mas vou sentir falta mesmo era daquele quadro, porque do nervosismo, da angústia e das noites sem dormir, não tô querendo matar saudade não.
Por fim, meus conselhos são:
- Procure um diretor espiritual o mais rápido possível. Esteja você discernindo vocação ou não;
- Se não está discernindo sua vocação, comece, quanto mais cedo, melhor;
- Faça quadros como o meu, para visualizar suas opções, mas lembre-se: eles não são remédios, pode ser que mais se decepcione do que se tranquilize. Mas posso garantir que são muito divertidos e que, com criatividade, poderá brincar de decorá-los.
- Enquanto discerne sua vocação, silencie o máximo possível e ouça o coração, com auxílio da razão. Pois assim, ouvimos a voz de Deus. E Ele que nos tomará pela mão e nos levará pelas águas mais profundas do mar que Ele mesmo desejar. Não tenha medo.
- Tenha boas amizades e, se de uma boa amizade, vier uma vocação, conte sempre com a benção de Deus e siga os conselhos do próximo post…

Nathália Pujol,
namorada de Victor Mano.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Caros irmãos e irmãs, a Igreja se reúne hoje para comemorar sua maior riqueza: a Eucaristia!
O dia da Eucaristia propriamente dito é a Quinta-feira Santa, mas, por estarmos mergulhados nos mistérios da Semana Santa, a Mãe Igreja nos prepara outra data para tal comemoração: a primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Este dia tão importante chamamos Corpus Christi (Corpo de Cristo).
Esta Solenidade tem origem na Idade Média. Por volta do ano 1000, alguns hereges negavam a presença de Jesus na Eucaristia. A Igreja, porém, sempre defendeu esta Verdade de Fé. No ano 1215, no IV Concílio de Latrão, a Igreja ‘’fechou questão’’ sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Em 1243, uma freira belga afirmou ter visões de Nosso Senhor, nas quais Ele pedia que a Eucaristia fosse celebrada com destaque.
Em Bolsena (Itália), durante uma Missa celebrada por Pe. Pedro de Braga, da hóstia consagrada caíram gotas de sangue; o padre duvidou da presença eucarística. O Papa Urbano IV estava na cidade vizinha e ordenou que lhe levassem a hóstia. Quando a viu exclamou: “Corpus Christi!”. Em 1264, ano de sua morte, o mesmo Papa estendeu a toda a Igreja a festa eucarística pedida por Cristo e como memorial do milagre de Bolsena.
Santo Tomás de Aquino compôs textos para os ritos litúrgicos, depois de também outros teólogos apresentarem suas versões. Somente em 1274 começou o costume de fazer a procissão expondo a hóstia consagrada num ostensório. Em 1317 o papa João XXII criou o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas ruas.
O milagre eucarístico mais famoso é o milagre de Lanciano. Um padre duvidou da Transubstanciação na hora da Consagração. O pão tornou-se carne e começou a sangrar. Pesquisas mostram que a carne é de um coração humano e o sangue também. O sangue é AB, o mesmo tipo presente no Santo Sudário.
A procissão pelas ruas é um testemunho público de nossa crença na Eucaristia. Mostramos ao Mundo em quem está fundamentada nossa Fé. Que nós possamos neste dia, renovar nossa Fé na Eucaristia e dar um verdadeiro testemunho perante o Mundo decadente. Que ao verem nossa Fé, muitos se convertam!



                           Marcos Paulo V. Mendes
                 Cerimoniário e membro do Setor Juventude.

domingo, 4 de junho de 2017

Pentecostes: Dia do Espírito Santo

Meu nome é Sérgio Nardi, tenho 23 anos e frequento a paróquia da Catedral desde a chegada do nosso pároco, Padre Adenílson, e frequento o setor juventude há mais ou menos um ano. Venho de uma família muito boa e simples, pais que eu amo muito e que sempre estiveram do meu lado. Desde os meus 6 anos trabalho na igreja, servindo a Cristo no altar. Alguns anos depois Deus me chama para servir a Ele na música também.
Neste domingo, juntos com toda a igreja do mundo, celebraremos a solene festa de pentecoste, onde através desta festa compreendemos todas as outras solenidades da igreja e onde compreendemos o nosso chamado no mundo. Mas começo com uma pergunta. O que é o Espirito Santo?  Conversando com a minha mãe, a caminho da missa e com dúvidas de como começaria esse texto, perguntei para ela como eu iria falar sobre o Espirito Santo. Sua resposta ajudou bastante, mas ainda faltava algo. Então, percebi que só poderia falar do paraclito, como o Espirito Santo é conhecido, se tivesse verdadeiramente uma experiência com Ele.
Desde muito novo na igreja sempre ouvi falar sobre o Espirito Santo, diziam que Ele era um presente de Deus para as nossas vidas e para a nossa caminhada. Que para chegar até o céu e contemplar a face de Deus, precisaria que Ele habitasse dentro de nós. Mas, por que um Alguém teria que habitar dentro de mim para eu contemplar um dia a face de Deus? Pois bem, anos mais tarde entrei para o grupo de jovens da minha comunidade e também, lá nas reuniões, se falava muito sobre o Espirito Santo, mas ainda não o conhecia. Conhecia apenas por palavras, mal sabia eu que no dia do meu Batismo já tinha conhecido e recebido Ele dentro do meu coração, mas aquelas palavras estavam começando a me incomodar e mesmo assim, pela minha ignorância, deixei para lá e segui meu caminho na igreja.
Até que um dia conheci um consagrado da Shalom em uma preparação para o retiro de carnaval da minha comunidade e ele falava da vinda do Espirito Santo sobre os Apóstolos e que, depois daquele acontecimento, eles ficaram cheios das Graças do Espirito e que, a partir daquele momento, Deus começou a agir neles. Já não eram mais eles que viviam, mas Deus que agia neles e morava dentro deles. Então, eles conseguiram ir para o mundo e pregar a Boa Nova de Cristo. Aquelas palavras que já me perturbava no dia a dia, naquela ocasião da preparação do retiro de carnaval, ficou ainda maior. E Deus com toda a Sua infinita Misericórdia, através da nossa suplica pedindo a vinda do Seu Espirito, fez com que eu tivesse uma experiência que a partir daquele dia, minha vida mudaria para sempre. Eu sentia uma chama tão forte dentro do meu coração, que poderia comparar esta chama com um vulcão em erupção. Eu me sentia diferente modificado e muito alegre. Então, aquelas palavras que eu sempre ouvia dentro da missa, começou a fazer sentido para mim.
Hoje todos nós precisamos passar por essa experiência para entender verdadeiramente o que Deus quer em nossas vidas. Vemos por exemplo os Apóstolos, que após a morte de Cristo ficaram tão perdidos e sozinhos, mas através do Paraclito, conseguiram enxergar a vontade de Deus para eles. E principalmente Pedro, um velho pescador, que negou Cristo três vezes e não teve se quer a coragem de ficar nos pés da Cruz junto à Maria e João, se tornou aquilo que Deus quis para ele um verdadeiro pescador de almas e a rocha fundamental para o começo da nossa igreja. E através do seu testemunho, que o Espírito conduzia, muitas pessoas se converteram a Cristo. E a partir daquele momento tão grandioso, através do Espirito, dava-se início a nossa igreja Católica Apostólica Romana.
Voltando àquela pergunta que fiz no início, o que é o Espírito Santo? Posso responder com firmeza e com experiência, que é o amor entre o Pai e o Filho e desse amor provêm para todos nós, os dons do Espirito Santo que são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor a Deus. E como posso receber todos esses Dons? Muito simples, abra-se a ação do Espirito Santo e deixe-o te molda segundo a Vontade de Deus. Através dessa mudança, você perceberá que já não é você que vive, mas sim Deus que vive dentro de você. E Todas as coisas que não compreendia antes, por exemplo: a transferência de um padre para outro país, o Espirito de Deus vai te ajudar a compreender as vontades do Pai.
E nesta solene festa que iremos passar, Deus nos dá a chance de mais uma vez, vivenciar este momento tão grandioso que Jesus prometeu para todos nós e que está escrito no livro de João capítulo 16, versículo 7: “ Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, seu eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei”. Então, esteja aberto a esse Espirito de Amor, que modifica todas as coisas e nos faz compreender todas as vontades do Pai. Só através do Espirito podemos dar gosto a esta Terra e iluminar esse mundo cheio de trevas. Paz e Bem!



Sérgio Nardi
2º JoAM da Catedral
Coordenador de Liturgia do Setor Juventude.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Maria, Esposa do Espírito Santo

Meu nome é Fernanda Vilardo, tenho 16 anos e curso o último ano do Ensino Médio. Minha família é católica e, por isso, a vida dentro da Igreja sempre foi uma realidade para mim, mas foi somente a partir do ano de 2015 que fazer parte da Santa Igreja, corpo de Cristo, se tornou uma escolha minha, que passei a desejar a união com Jesus e almejar a santidade, o que deve ser o objetivo de cada cristão. Em nossas vidas, quando nos tornamos amigos próximos de alguém, não demora e já somos íntimos de sua família, e com Jesus não foi diferente, ao dar o meu sim a Ele, logo me aproximei enormemente de sua Mãe. E assim, abri meu coração para que ela fizesse o que faz com cada um: acolher-me como sua filha. Agora sou uma grande devota de Maria e encontro nela a intercessão mais poderosa junto a Deus, sendo totalmente consagrada ao Filho pelas mãos dessa pura Mãe.
Falar daquela que é a Mãe de Deus, a única que foi digna de receber o Filho diretamente das mãos do Pai, enquanto toda a humanidade O recebeu através dela, é como tentar descrever o indescritível, precisamente porque Aquele que merece todos os louvores se uniu inseparavelmente a ela, fazendo-a filha, mãe e esposa.
Maria foi, desde a eternidade, escolhida e amada pelo Amor de Deus e desde o seu nascimento se entregou inteiramente ao Pai, como serva e filha. Mas foi apenas com o seu consentimento que Deus a fez esposa e mãe, e é exatamente sobre essa primeira honra que venho falar. Os dois mistérios estão intimamente ligados, a concepção virginal de Maria é fruto do sim que Ela deu, em uma atitude de confiança, serviço, doação e unidade com Deus. Ao venerarmos Maria como a Esposa do Espírito Santo, estamos, junto a toda Igreja, honrando Maria pela sua ação conjunta ao Espírito para a vinda de Jesus, usando de uma analogia ao que ocorre entre os esposos, que unidos, trazem ao mundo um fruto dessa união.
Sua maternidade divina é fruto da união com o Espírito de Deus e não é difícil demonstrar a união prévia que existia entre o Espírito e a Santíssima Virgem, pois ela foi merecedora da saudação angélica que a afirmou cheia da Graça e também participante do Reinado Divino quando o Arcanjo Gabriel se dirigiu a ela como “Ave”, saudação dirigida apenas àqueles da mais alta corte.
Ao saudarmos a Santa Mãe de Deus, estamos tão somente saudando seu Santíssimo Esposo, e os primeiros a se valerem dessa verdade tiveram a honra de testemunhar as maravilhas que o Espírito Paráclito opera naqueles que reconhecem e louvam sua fiel esposa. Santa Isabel e São João Batista abriram não apenas as portas de sua casa para Maria, mas entregaram a ela a chave de seus corações, e como não poderia ser diferente, Maria imediatamente entregou a seu Esposo e Ele os santificou e os transformou em membros do Filho.
A partir do seu sim, a alma de Maria não se separou jamais do Espírito de Deus, estando ela em todo lugar que Ele está, e Ele passou a estar em maior plenitude onde Sua esposa se encontra. Dessa forma, à Maria foi concedido participar da santificação e redenção de todos, pois é encontrando Maria em uma alma, que seu fiel Esposo se une inteiramente a ela, santificando-a e fecundando-a com a Vida, produzindo mais um membro do corpo místico de Cristo.
Jesus é o fim último de todos os seus privilégios, e como Esposa do Amor Divino, Ela dá origem à Santa Igreja, pois dando vida à Cabeça, ou seja, seu Filho, não poderia se abster da formação do Corpo. Não hesitemos, portanto, em recorrer a essa Santa Mãe, pois é sendo gerado por ela, que alcançaremos a graça de nos unirmos também ao Espírito Santo.



Fernanda Ostwald Luz Vilardo
2º EAC da Catedral
FAC – JoAM Diocesano

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Maria: Modelo de Santidade

Meu nome é Catarina, tenho 19 anos e sou estudante de psicologia. O primeiro encontro que fiz foi o segundo EAC da catedral, o grupo que hoje eu coordeno.
É normal que o homem tenha sonhos e objetivos para a própria vida, comigo não seria diferente. Parando para analisar meus sonhos, percebo que todos existem para me levar para um único grande objetivo: a santidade.
Uma pessoa Santa é aquela que tem o seu coração palpitando em sintonia com o de Cristo. E quem já esteve em mais sintonia com Jesus do que sua própria mãe?
Maria foi a mais Santa entre todas as mulheres, por isso tornou-se um modelo que deve ser seguido por todos nós. Soube ser obediente, paciente, doce, pura, teve fé e oração continua, além de se doar pelos outros por amor.
Foram citadas algumas virtudes desta grande mulher as quais havemos de imitar. Nos modelando completamente nela, alcançaremos cada vez mais semelhança com nosso Senhor.
Imitar Maria não quer dizer que estamos dando menos valor para seu filho. Ao contrário disso, seguir os passos de Nossa Senhora nos ajudará a permanecer no Caminho. Jesus é o caminho e Maria é o nosso GPS.
Maria deve ser imitada não só porque deu ao Salvador a carne, mas principalmente por ter ouvido a Palavra de Deus e cumprido a Sua vontade. Então se conseguimos nos modelar nela, estaremos mais próximos de Deus e cada vez mais aprendendo a cumprir a Sua vontade.
Que no mês de maio e neste ano Mariano possamos conhecer mais sobre Maria, querendo seguir seu exemplo para, assim, estarmos mais perto do Pai.



Catarina Amaral
2º EAC Catedral - 2011
Cordenadora do EAC (Atualmente)

domingo, 21 de maio de 2017

As Sete Alegrias de Maria

("Alegra-te Maria, Imaculada e Santa, amada de Deus, nova Eva eleita, cooperadora da reconciliação. Mãe de Jesus e nossa, incansável auxílio dos pecadores, maternal intercessora, lembra-te sempre deste filho teu. Amém.")


                Meu nome é Kássia, tenho 19 anos (prestes a completar 20, no próximo 28/05) e faço parte da obra FAC/JoAM desde junho de 2014. Atualmente eu vivo em São José, cidade vizinha de Petrópolis e, consequentemente, sou da Paróquia de São José. Há dois anos, tive a sorte e o prazer de fazer parte da Paróquia da Catedral de São Pedro de Alcântara e estive ali por 1 ano e meio. Sou inteiramente consagrada a Jesus, pelas mãos de Maria, no título de Nossa Senhora de Guadalupe e desde a minha consagração, vivo altos e baixos na minha vida de oração, numa constante luta contra mim mesma, mas determinada a alcançar o sonho dEle para minha vida: a santidade, na qual o caminho se torna mais leve e doce, ao lado de Maria.
Sempre que tenho a oportunidade de falar sobre ela, digo que é um grande desafio e o quanto ainda sou testada frente a cada convite, como esse que me fizeram de falar um pouco sobre as suas sete alegrias. Aproveito para dizer, que a maior alegria foi a minha, por ter a honra de falar dela, justamente no mês Mariano. Por mais que a cada pregação/texto/momentos conduzidos, onde a atenção é voltada a ela, por mais que pesquisemos sobre sua vida, nós nunca entenderemos completamente a sua grandiosidade. Maior que Nossa Senhora aqui na terra (em todos os tempos), apenas Seu Filho Jesus Cristo, nossa única meta, e é pra honra e glória dEle que começo o texto de hoje...
                Maria, em toda a sua vida, foi e continua sendo o maior exemplo que temos para seguir, de como ser um perfeito louvor a Deus. Aqui, meditaremos um pouco sobre suas sete alegrias: A anunciação, a visitação a Santa Isabel, o Natal, a adoração dos Reis Magos, o encontro com Jesus no Templo, a Ressurreição e a Assunção e coroação de Maria.

Primeira alegria: A Anunciação.

                A primeira de suas alegrias foi no momento em que Deus, em sua infinita bondade, manda ao encontro de Maria, São Gabriel Arcanjo. Deus sendo Deus, poderia ter vindo ao mundo de todas as formas possíveis, mas foi querendo se igualar a nós humanos, que escolheu se abrigar no seio da Virgem Maria e vir para a nossa salvação da mesma forma que nós. 
                “Ave, cheia de graça. O Senhor é contigo” (Lc 1, 28). Nesta simples saudação, podemos facilmente perceber a predileção de Deus para com essa serva: “Cheia de graça”, agraciada por Deus, onde Ele depositou todas as suas graças... ou melhor, quando olhamos para o texto original em que a Sagrada Escritura foi escrito, vemos uma saudação ainda mais rica “Explosão da graça de Deus!”. Essa explosão tem um nome: Maria!
                Continuou o anjo: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás a luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.” (Lc 1,30). Como resposta imediata, com a única finalidade de agradar a Deus, ela respondeu “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38). Quanto amor a Deus Nossa Senhora tinha!! Que ao final desta primeira alegria, saibamos olhar para tão grande amor e pedir por sua poderosa intercessão, que sejamos também nós como ela, repletos de amor a Deus e preenchidos pela vontade de fazer tudo o que for de Seu agrado.

Segunda alegria: a Visitação a sua prima Santa Isabel.

                É inimaginável tamanha alegria que Maria sentiu ao ser agraciada pela visitação de São Gabriel Arcanjo e, a partir daquele momento, trazer dentro de si, Aquele que a formou!!! Mediante tamanha alegria, esta perfeita serva não se “abalou” em nenhum sentido e, sabendo da gravidez de sua prima idosa, Isabel, pôs-se a seu serviço. Subiu as montanhas e foi ao seu encontro para ali permanecer por cerca de três meses, servindo (mesmo carregando o próprio Deus em seu ventre) a sua prima.
                É neste episódio, que contemplamos a sua segunda alegria. Bastou Isabel ouvir sua saudação, e o Espirito Santo desceu sobre ela e lhe inspirou, mostrando que em sua frente estava aquela que carregava o tão esperado Messias. Só ao ouvir a doce voz da Virgem, João Batista em seu seio foi santificado e, neste momento, Santa Isabel recitou outra linda saudação a Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre (...) Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” (Lc 1, 42-45).
Para concluir tamanha alegria desta segunda que meditamos, encerraremos com uma parte do cântico perfeito de louvor a Deus que ela entoou ao receber tão rica saudação: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (Lc 1, 46). Quanta grandeza desta serva que em tudo rendeu graças a Deus! Que ao final da meditação desta segunda alegria, saibamos olhar para sua humildade e pedir por meio de sua poderosa intercessão, esta grande virtude que tanto agrada a Deus: nossa pequenez.

Terceira alegria: Nascimento de Jesus.

                É sabido que, a maior alegria de uma mulher é o momento em que conhece o rosto do seu filho tão esperado e amado por 9 meses. Partindo deste princípio, podemos meditar sobre esta sua terceira alegria, onde ela pode conhecer e ver de fato, O Verbo Encarnado! Ela que, permanecendo virgem, pode dar a luz a própria Pessoa que a formou. Alegrai-vos, virgem Maria!
                Ainda que estivesse em um estábulo, cercados de animais, naquele momento, ela trouxe ao mundo o AMOR e por amor, novamente deu graças a Deus por ter sido ela, o primeiro sacrário vivo de Jesus Cristo e por ter sido ela, a que primeiro O segurou em seus braços.
                Quanta alegria no Nascimento de Jesus!! Que ao final da meditação desta terceira alegria, possamos pedir a Maria que, assim como naquela noite em que ela O colocou em um estábulo, ela possa hoje O colocar no mais íntimo de nossas almas, tão ou mais sujas que o próprio estábulo, marcadas pelo pecado.

Quarta alegria: a Adoração dos três Reis Magos.

                “Hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.” (Lc 2 - 10,11). Tão grande foi o plano de Deus que, mandou um anjo seu para anunciar a Boa Nova aos Reis Magos e para assim, serem eles os primeiros a adorarem a Jesus Menino na manjedoura. Após essa revelação, partiram os três Reis Magos para Belém e encontrando Jesus, puseram-se em Adoração.
                Maria, sendo serva simples de Deus, sentiu em seu peito uma enorme alegria ao olhar aquela cena em que os três homens reconheceram em seu Filho recém-nascido, no meio de um estábulo cercado de animais, a Sua Majestade. Quanta felicidade não deve ter sentido essa mãe, ao perceber que neste momento, Deus estava sendo honrado e por ser testemunha de todos estes acontecimentos.
                “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.” (Lc 2, 19). Que assim como esta nossa mãe, sejamos nós também, atentos às grandiosidades de Deus em nossas vidas e que, assim como ela, saibamos conservar e meditar tudo o que nos acontecer no dia a dia, para assim, rendermos glória a Deus em todos os dias de nossas vidas. Peçamos e aprendamos com ela esta graça!

Quinta alegria: o Encontro do Menino Jesus no Templo.

                “Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição.” (Lc 2, 48). Esta quinta alegria meditada, vem para acalmar o coração de uma mãe ao ter perdido o Seu Filho após três dias. Quanta aflição e angustia não deve ter sentido Maria, ao perceber que o tão amado Jesus já não estava mais com ela!! Aflição esta que a acompanhou por cerca de 72 horas, onde incansavelmente esteve a sua procura, junto ao seu castíssimo Esposo, São José.
                Tanta tristeza foi rapidamente substituída por imensa alegria e tranquilidade quando viu Jesus no Templo, falando e ensinando sobre seu Pai. Neste episódio, Maria pode ver quanta sabedoria Ele já possuía aos seus doze anos e o quanto Ele crescia em graça diante dos homens.
                Jesus, sendo Deus, continuava a ser submisso aos seus pais e obedecia tudo o que eles lhe pediam. Que nesta quinta meditação, saibamos olhar para o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo e sermos educados pela Virgem Maria, para que, assim como Ele, saibamos nós também, enchermos o coração de nossa mãe de alegria.

Sexta alegria: Maria vê Jesus Ressuscitado.

                Quem seria capaz de aceitar um plano sobrenatural: conceber o Salvador e depois, à morte O entregar? Quem ficaria de pé diante da cruz e ainda assim em Deus confiaria? Após tanto sofrimento por presenciar a condenação, flagelação, crucificação e morte de Seu Filho, eis que chega a maior de suas alegrias: presenciar a sua Ressurreição!
                Nos três dias que em o coração de Jesus estava parado, Maria sua mãe, foi a única que não visitou o Seu corpo no túmulo, pois, assim como em toda sua vida, tinha plena confiança na palavra de Deus e sabia que, ao terceiro dia, ressuscitaria. E assim se fez.
                Seu coração se encheu de alegria ao contemplar finalmente a glória de Deus em Seu Filho Jesus ressuscitado. A morte já não existia mais. Eis que tudo se fez novo. Não existia mais tristeza ou choro ou angústia. Seu Filho viveria (e vive) eternamente!
                Inexplicável alegria esta vivida por Maria, que aprendamos assim como ela, a confiar nos planos de Deus! “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está mais aqui, mas ressuscitou!” (Lc 24 – 5, 6). Que pela intercessão de Maria, Cristo ressuscitado possa fazer morada em nossos corações e fazer tudo novo em nossas vidas, diariamente! Que o homem velho, já não reine mais em nós. Ensina-nos mãe, a confiarmos nEle como tu confiaste!

Sétima alegria: A assunção de Maria ao Céu e sua Coroação como Rainha do Céu e da Terra.

                Maria, fazendo parte essencial do plano de Salvação de Deus para o mundo, não poderia ser ainda mais glorificada ao final de sua passagem aqui na terra, como subindo aos céus de corpo e alma, para viver eternamente junto ao Seu Filho Jesus Cristo na plenitude dos séculos. Se o salário do pecado é a morte (Rm 6, 23) e Maria não conheceu sequer a mancha do pecado, seu corpo não poderia passar pela morte e assim, subiu aos céus, para lá, ser coroada como Rainha do Céu e da Terra. Ela que é Filha de Deus, mãe de Jesus, esposa do Espirito Santo e Templo da Santíssima Trindade! Ela que foi a responsável, geneticamente, pela formação do Sangue e da Carne entregue pela nossa Salvação na Cruz e, portanto, é também nossa Co-Redentora, além de nossa Mãe.
                Alegra-te mãe, por todos os séculos, por seres quem és! Que nesta meditação de sua sétima alegria, sejamos nós também, agraciados pela sua constante presença maternal em nossas vidas e que sejamos sempre educados por ti, nosso atalho para o céu! Que um dia, estejamos nós também, juntos ao Seu Filho, contemplando-O face a face, na alegria eterna.

Meu testemunho de vida, com Nossa Senhora.

                Dos vários testemunhos que poderia citar, onde em minha vida pude presenciar os cuidados e a doçura desta bondosa mãe, irei contar apenas um (por uma inspiração vinda do céu):
                Em 2014, descobri um cisto em meu corpo, que apareceu pela primeira vez na primeira quinzena de dezembro do ano mencionado. Neste episódio, comecei a sentir algumas dores ao redor de onde ele se encontrava que, ao passar dos dias, ia aumentando cada vez mais. Primeiramente, eu sentia alguns incômodos, depois já não conseguia sentar, depois andar e assim, sucessivamente. Até que a inflamação no cisto se rompia e a dor cessava.
                Uma de suas características era que, quanto mais o tempo passava, esse cisto apareceria em intervalos de tempo menores e com um maior grau de dor. Este tormento só acabaria através da cirurgia.
                Em dezembro, como disse, senti pela primeira vez. Em março de 2015, quando percebi que ele estava voltando, tomei anti-inflamatórios para cortá-lo de uma vez. Em maio, a dor ameaçou a voltar. Tomei o anti-inflamatório. Em julho, a mesma coisa. Até que no final de setembro, o anti-inflamatório já não fez mais efeito e a dor veio com tudo (como já esperado, a dor veio ainda maior que da primeira vez e o cisto, ainda mais resistente).
                A princípio vieram os incômodos. Com o passar dos dias, já não conseguia mais sentar, não conseguia mais andar e por estar mais resistente, ele permaneceu inflamado por mais dias. No final da crise, eu já apresentava vertigens (que antes, não apareceu): dor no corpo, fraqueza, febre, estômago fraco, vontade de vomitar etc.
                Lembro que na última noite de crise, a dor era tanta (e as vertigens citadas acima também), que eu tive delírios pela madrugada. Assim, não conseguia dormir porque o cisto doía em qualquer posição. Em um dado instante, lembro que pedi a Maria para que aliviasse a dor que eu sentia e que pusesse suas mãos virginais sobre meu cisto e tirasse de mim aquela dor para que eu pudesse dormir, já na avançada madrugada.
                Foi ai que, passado uns 20 min, senti vontade de ir ao banheiro e com MUITA dificuldade me levantei da cama. Quando voltei, presenciei aquilo que pra mim era inacreditável: já não sentia mais nenhuma dor e pude me mover pela cama de todas as formas sem sentir sequer o menor incômodo. Lembro que não acreditei que aquilo estava acontecendo e somente agradeci, repleta de emoção. Assim somos nós: pedimos a graça e quando ela vem, não acreditamos rs.
                No dia seguinte a dor voltou com tudo, mas o cisto se rompeu e antes que terminasse o dia, já não havia mais nada ali. Foi ai que tive mais uma surpresa, um carinho da mãezinha por mim: eu já estava escalada para a equipe do JoAM paroquial da Catedral que aconteceria em duas ou três semanas, o que eu não esperava era que eu fosse chamada para pregar sobre Maria e conduzir o momento mariano do encontro.           
                Quando chegou o dia, estava eu ali testemunhando com muita emoção a experiência que havia vivido com Maria naquela noite. Mas em momento nenhum, eu disse onde estava o meu cisto. Ao final do momento, eu tive um recado vindo do céu que tudo ficaria bem comigo e que o cisto já não me atormentaria novamente com dores. Hoje, já faz quase dois anos deste momento que passei e desde este dia, nunca mais o cisto voltou a aparecer e eu até me esqueço de que ainda o tenho. Quando fui fazer a ultrassom no ano passado e o médico soube que nunca mais o cisto apareceu, ele não soube explicar como isso poderia estar acontecendo... Mas eu sei: Maria! Novamente por meio dela, Deus foi e continua sendo honrado e glorificado e esta, foi uma das maiores provas que eu tive de que o céu existe e que lá de cima, existe um Deus que me ama acima de qualquer coisa, e que vive ao lado de Maria, de todos os anjos e santos que rogam por nós a cada instante, pela nossa santificação, para que um dia estejamos todos juntos na comunhão celestial.




Kassia Carvalho
JoAM Diocesano 2014

Paróquia de São José

Pensando o futuro

     “Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter, como todo dia nasce novo em cada amanhecer” . Depois de passarmos das festas de final de...