segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Tempo do Advento

Maranatá, vem Senhor Jesus!

Salve Maria! Me chamo Marcos Paulo Vieira Mendes, tenho 18 anos e estou na Paróquia da Catedral há um pouco mais de um ano. Assim que cheguei, fiz o JoAM e me apaixonei pelo curso! Nele fiz verdadeiros amigos e lancei minhas raízes na Paróquia através do Setor Juventude. Assumi a coordenação dos Coroinhas e sirvo nas Missas como Cerimoniário. Nasci e cresci numa família católica, e isso me ajuda enormemente em minha caminhada.
Venho através deste texto falar sobre um tempo muito especial para a Igreja: o tempo do Advento! O Advento é o primeiro tempo do ano litúrgico e acontece antes do grande tempo do Natal. O Advento nos introduz no Mistério da Encarnação do Verbo. Este tempo é constituído de quatro (4) semanas. Os dois principais tempos litúrgicos da Igreja Católica são: o Tempo do Natal e o Tempo da Páscoa. O Advento é para o Natal o que a Quaresma é para a Páscoa.
Os primeiros indícios históricos do Advento provém do século V através de São Perpétuo, Bispo de Tours, que tinha o costume de jejuar nos três dias que antecediam a Solenidade do Natal. Outro relato também desse período, é da ‘‘Quarema de São Martinho’’ que consistia em quarenta (40) dias de jejum em preparação para o Natal. Recebe este nome pois inicia-se no dia seguinte à festa de São Martinho. São Gregório Magno foi o primeiro Papa a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico.
No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa São Nicolau I aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência.
O Advento é um tempo rico de espiritualidade. Ele nos faz repensar a nossa vida, rever como estamos vivendo e nos recordar que a Igreja vive numa constante espera pela segunda vinda de Cristo, assim como vivemos essas quatro (4) semanas numa ansiosa espera pela chegada da grande Solenidade do Natal do Senhor. O Advento não possui o caráter penitencial da Quaresma mas, é propício para uma avaliação de nossa vida e para a adoção de um novo caminho, caminho que nos conduz a Ele.
 Algumas figuras bíblicas são contempladas durante o Advento como exemplos a serem seguidos, de espera confiante no Senhor. A Virgem Maria: pelo seu sim aos planos Divinos, sua enorme e verdadeira humildade; Sua prima Santa Isabel: pelo exemplo de alguém que recebeu de Deus um grande presente já em sua velhice e pela graça de receber em sua casa a Mãe do Senhor; São João Batista: precursor do Salvador. Preparou os caminhos do Senhor e anunciou aos judeus a chegada do Messias; e, por último, o profeta Isaías: fez diversas profecias sobre a chegada do Messias quinhentos (500) anos antes do nascimento de Cristo.
Desejo que você possa aproveitar muito bem esse Advento, como se fosse o primeiro e o único de sua vida. Que o Menino Deus nasça em seu coração e renove sua vida, lhe preparando para aguardá-lo, em santidade, até que Ele venha.


‘’Rorate Caeli desúper et nubes plúant justum’’
(Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Nossa Senhora das Graças

Salve Maria! 
     Me chamo Julia  Mayworm Schmidt, tenho 14 anos e participo do Setor Juventude da Catedral há dois anos! 
 Hoje vim aqui para falar sobre uma pessoa muito especial para mim: Nossa Senhora das Graças. A História de Nossa Senhora Senhora das Graças está presente desde o momento em que Deus planejou a Encarnação de seu filho, onde também pensou na Mãe de Jesus, porém Ela teria que ser "cheia de graça". E assim foi feito, tanto que quando o Anjo Gabriel apareceu para anunciar que Ela seria a Mãe de Jesus, afirmou que Ela era "Cheia de Graça" (Lucas 1,28), porém foi em 27 de novembro de 1830 que surgiu o título.
     Nessa mesma data, Nossa Senhora apareceu para Santa Catarina Labouré, na época noviça da Congregação de São Vicente de Paulo, que tinha ido à Capela para rezar. Enquanto rezava teve uma visão da Virgem Maria, que se revelou como Nossa Senhora das Graças.
     Segundo o relato de Santa Catarina, a Senhora  vestia branco e um véu azul até os pés. "As mãos se estenderam para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas. A Santíssima Virgem me disse: 'Eis o símbolo das Graças que derramo sobre todas as pessoas que mais pedem' " 
    Em cima de Nossa Senhora, em uma forma oval, apareceu em dourado as seguintes letras: " Ó Maria concebida sem pecados, rogai por nós, que recorremos a Vós".
     As palavras se viraram e no verso havia a letra M, tendo uma Cruz na parte de cima e por baixo os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, que estava cercado por doze estrelas.
    Nossa Senhora então, pediu para Santa Catarina para cunhar uma medalha com este modelo. "As pessoas que a trouxera, com devoção, hão de receber muitas graças"
    Então Catarina ouviu uma voz a lhe dizer: "Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que Me as pedem. Os raios mais espessos correspondem às Graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais finos correspondem às Graças que as pessoas não se lembram de pedir"
    Devemos sempre nos lembrar que Nossa Senhora é uma "distribuidora" de Graças. As Graças são de Deus e só Ele pode dá-las, mas em sua Misericórdia, o Senhor escolheu distribui-las através das Mãos de Sua Mãe.
   Essa é a grande importância de Maria em nossas vidas: Além de nos consolar, nos dá forças na caminhada, nos tem como filhos, e o mais importante é que Maria nos leva a Jesus.  
"Maria é a escada celeste pela qual Deus desceu à Terra e os homens sobem a Deus" São Fulgêncio.



Júlia Schmidt
VII EAC Catedral

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Levar a Alegria aos que Precisam

            Olá para você que está lendo esse texto, eu me chamo João Gabriel, tenho 15 anos e atualmente participo do grupo jovem EAC, na catedral. Aqueles que já me conhecem há mais tempo, me conhecem por Joka, você que não me conhece há mais tempo não precisa se preocupar, esse apelido não é exclusivo para esse tipo de pessoa... pode me chamar assim também.
            Enfim, eu não vim aqui para ficar falando sobre mim, e sim, sobre algo muito importante que aconteceu por volta de duas semanas atrás, no sábado dia 28/10, essa coisa, foi uma visitação realizada pelos jovens da catedral (JoAM e EAC) a uma casa de repouso aqui de Petrópolis, donde fomos “encarregados” de conversar e levar alegria para aquelas pessoas.
            Alguns podem estar até se perguntando “o que é uma casa de repouso?”, pois bem, irei clarear a sua dúvida: uma casa de repouso, também chamada de asilo, é um lugar onde pessoas idosas são deixadas para serem cuidadas por pessoas especializadas, muitas vezes abandonadas lá por suas próprias famílias, algumas chegam a visitar esse idoso e outras acabam por largá-los sem dar qualquer satisfação. E foi por esse motivo, que nós fomos para até lá, levar alegria para essas pessoas. Mas se tem uma coisa que já preciso deixar bem claro aqui antes de tudo, é a seguinte: Nós fomos para dar, e nós que recebemos! Ao decorrer do texto entenderão o porquê dessa frase!
            Como já falei algumas vezes aqui, essas pessoas muitas vezes são abandonadas e obviamente por serem abandonadas, elas não ficariam felizes não acham? E foi isso que percebemos com muito dos idosos com os quais conversamos, eles vivem uma vida, digamos, solitária, triste e decadente, pois imagine como deve ser alguém com mais de 80 anos de idade, cheio de histórias para contar, mas ninguém com quem compartilhar. Algo assim é muito triste e difícil de aguentar. Imagine você nessa descrição, você como um idoso ver vários jovens chegando para dar alegria, para dar ouvidos ao que você tem a dizer, isso é simplesmente algo maravilhoso, pois é como se você vivesse anos em meio a uma escuridão e simplesmente viesse um clarão, um clarão de alegria e compreensão para te livrar de toda aquele sentimento de solidão, tristeza e abandono.
            No início quando eu estava chegando, fiquei completamente nervoso por não saber o que fazer, pois essa já era a minha 2ª visitação a uma casa de repouso e na primeira, eu fiquei com tanta vergonha que não conseguia nem ao menos me mover para ir conversar com um deles, eu via meus amigos conversando e eu só observava. Saí aquele dia sem ao menos conversar com um deles....
            Dessa vez, tudo foi muito diferente, pois consegui conversar com vários desses idosos, percebendo toda aquela descrição que eu fiz acima, ouvindo todas aquelas histórias vindas de um sorriso no rosto de cada um deles. Para ser sincero, algumas não eram tão boas, porém, o que mudava isso, era apenas o sorriso, um sorriso de alguém contente por ter alguém ali presente, um sorriso de alguém solitário que foi transformado em um sorriso de alguém revigorado cheio de alegria. Tudo isso foi algo que fomos para levar, mas que no fim das contas, nós é quem refletimos esse sorriso, pois ao ver aquelas pessoas alegres, nós é que sentíamos essa vontade de estar alegre. Por assim dizendo, estávamos refletindo a alegria de alguém que há muito tempo não sorria.
            Depois de passar por toda essa experiência, o que mais me deixou feliz, foi quando alguns deles perguntaram quando nós iríamos voltar e ao ouvir isso eu senti meu coração palpitando e quase saindo pela minha boca de tanto amor que sentiu, pois isso provou ainda mais de que eles gostaram da nossa visita, gostaram de ter aquele sentimento de escuridão substituído por um imenso clarão de alegria, por pelo menos algumas horas...
            Sem sombra de dúvidas, essa foi uma das melhores experiências de amor que já tive, essa será uma visita que não irei esquecer. E enquanto escrevia esse texto me veio uma reflexão, que é a seguinte: Quando eu falei sobre eles terem esse sentimento de abandono e escuridão, me lembrei de todos nós quando nos sentimos desamparados, nos sentimos da mesma forma, abandonados, esquecidos, solitários... E quando chegaram os jovens, foi como se Cristo estivesse chegando a nossa vida, para iluminar a nossa escuridão e reacender a chama que há em nosso coração. No nosso caso ele vem e nos clareia com o seu amor, de uma forma que faz com que não queiramos que Ele vá embora, assim como os idosos queriam que voltássemos novamente outra vez, isso se encaixa perfeitamente quando dizem “Como católicos, devemos ser exemplo fiel de Cristo aqui na Terra”, devemos espalhar o amor de Deus na Terra, assim como Ele espalhou o Seu , entregando o Seu próprio Filho na cruz, apenas, por amor a seus filhos, que tanto pecam, tanto desandam, tanto se corroem, mesmo fazendo tudo isso, Ele como Pai, não deixa de nos amar, então, que possamos pensar sobre isso, pensar sobre essa reflexão.
            Bom com isso encerro o meu texto com mais de 1000 palavras. Se você leu até aqui parabéns e obrigado! Deus lhe abençoe! Tenham uma ótima semana. 
Um grande abraço e nos vemos na Catedral!
João Gabriel

5° EAC da Catedral

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A Padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida

Salve Mãe Aparecida!
     Eu sou o Micael, do EAC, tenho 14 anos e vim falar de uma pessoa extremamente importante para mim e para todos nós. A Padroeira do Brasil - Nossa Senhora Aparecida!
     Nossa Senhora da Conceição Aparecida é uma das inúmeras aparições de Nossa Senhora e em 2017 faz 300 anos da aparição dela.
     Em 1717, na segunda quinzena de Outubro, Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.
     O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.
     Eles já estavam desistindo da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente e, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.  Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações.  A partir daí começou a devoção a Nossa Senhora Aparecida.
     Ela é responsável por inúmeros milagres, e eu fui uma das pessoas agraciadas com a ação dela.
     Em 2012 fiz minha primeira visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida e minha mãe me contou algumas histórias sobre pessoas que pediam a intercessão de Nossa Senhora e “pagavam” uma promessa a Ela. Nessa época meu pai estava afastado da igreja, e, após a visita, surgiu no meu coração o desejo de fazer algo por meu pai. Me coloquei a orar para N.S. Aparecida e prometi que passaria por toda a passarela do Santuário de joelhos, se ela fizesse meu pai voltar a ter Fé.
     No ano seguinte, convicto de cumprir minha promessa, contei aos meus pais o que queria fazer, no início eles repudiaram a ideia, mas, após conversarem com um Padre, eles compreenderam. Com isso meu pai, pela primeira vez, me acompanhou na visita e junto dele e de minha mãe, passei toda a passarela de joelhos. No final, já sem forças para continuar, rezei para que Nossa Senhora me ajudasse a terminar, e ela me deu forças para terminar a caminhada. Após tudo isso eu tive a confirmação do milagre, meu pai, um ano depois disso tudo, se crismou, voltando à Igreja.
     E nesse ano – 2017 – eu tive novamente uma experiência maravilhosa com Ela; por meio Dela ganhei um presente inimaginável.
     No Retiro de Carnaval, durante o Momento Mariano, onde estava exposta uma imagem da Mãe Aparecida, eu senti um ardor no meu coração, como se Nossa Senhora me pedisse para fazer algo pelos que lá estavam. Sem pensar muito, abracei várias pessoas, mas uma delas foi especial, foi o início de algo maior.  Nesse momento, nesse abraço, tive o primeiro contato com minha atual namorada, que agora eu não tenho dúvidas que foi uma benção de Nossa Senhora, tanto para mim, quanto para ela. 
     Tudo isso apenas me fez testemunhar e crer ainda mais na ação de Deus, e na intercessão de Nossa Senhora. Além desses testemunhos, por várias outras vezes vi a ação Dela na minha vida, na de meus familiares e amigos.
     É claro para mim, com tudo isso, que a fé em Nossa Senhora Aparecida me levou a ter muito mais fé em Deus e agora eu entendo a importância Dela para mim.
     Espero que esse pequeno texto mostre a ação intercessora de Nossa Mãe, e a importância dela para a nossa fé.
Um simples pedido basta para que a Mãe Aparecida interceda por nós e por todos ao Pai!



Micael Santos Gumier Xavier

VI EAC Catedral

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A Sagrada Escritura como Base da Oração

         Todo aquele que deseja se aproximar mais de Deus, assim consegue através da oração, pois é por meio da oração que Deus nos ouve e nós nos aproximamos dEle. Mas para um perfeito diálogo, não basta apenas rezarmos por nós mesmos, é preciso que façamos uso da Palavra de Deus, para podermos também OUVIR aquilo que Ele irá falar e aprender com outros que também rezaram à Ele.
         Os caminheiros que colocaram em seus caminhões a frase: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” aprenderam bem com a Bíblia como aclamar a Deus. O salmista do Salmo 23 rezou com palavras tão bonitas que nos animam até hoje na nossa caminhada.
         Esse mesmo salmo continua da seguinte forma: “Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma”. Sempre que o leio, já começo a cantarolar. Muitas músicas foram compostas com base em salmos assim e nos levam cada vez pra mais perto de Deus no nosso dia a dia. E nem sempre reparamos que cantando elas, rezamos como a Bíblia nos ensina.
         Das Sagradas Escrituras também foram tiradas as orações mais básicas que conhecemos: o Pai Nosso e a Ave Maria. Em Mt 6, 9-13 Jesus nos ensina: “Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”. Em Lc 1, 28.42 encontramos a primeira parte da Ave Maria, com a saudação do Anjo e a exclamação de Santa Isabel: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre [Jesus]”. Ou seja, sempre que rezamos uma dessas orações, fazemos uso da Palavra de Deus.
         No Santo Rosário podemos ainda meditar os mistério da nossa Redenção, também contidos na Bíblia:

         Mistérios Gozosos
1. A Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora (Lc 1,26-38)
2. A Visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel (Lc 1,39-56)
3. O Nascimento de Jesus na gruta de Belém (Lc 2, 1-2)
4. A Apresentação do Menino Jesus no Templo (Lc 2, 22-38)
5. Encontro de Jesus no Templo entre os doutores da Lei (Lc 2,40-50)

Mistérios Luminosos
1. Batismo de Jesus no rio Jordão (Mt 3, 13-17; Mc 1, 9-11)
2. Jesus faz seu primeiro milagre nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11)
3. Jesus anuncia o Reino de Deus e convida à conversão (Mc 1, 15)
4. Jesus se transfigura (Mt 17, 1-13)
5. Jesus institui a Eucaristia (Mc 14, 22-35)

Mistérios Dolorosos
1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras (Lc 22, 39-46)
2. A prisão e flagelação de Jesus (Mc 15, 1-15)
3. A coroação de espinhos (Mt 27, 27-30)
4. Subida dolorosa ao Calvário (Mc 15, 20-23; Lc 23, 26-32)
5. A crucifixão e morte de Jesus (Mt 27, 45-50; Jo 19, 18-24)

Mistérios Gloriosos
1. A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28, 1-15; Jo 20, 1-18)
2. A Ascensão gloriosa de Jesus Cristo aos Céus (Mc 16, 19-20; Lc 24, 50-53)
3. Descida do Espírita Santo sobre os apóstolos (At 2, 1-13)
4. Assunção gloriosa de Nossa Senhora aos Céus (Jo 2, 1-11; Ap 12, 1-18)
5. Gloriosa Coroação de Nossa Senhora ao Céu (Lc 1, 46-55; Ap 12, 1-18)

         Todo o fiel católico ainda é chamado, ao menos aos Domingos e Festas de Guarda à participação na Santa Missa, a maior de todas as orações da Igreja, onde também se é feito o uso das Sagradas Escrituras. Na Liturgia da Palavra:
1ª Leitura: Antigo Testamento
Salmo
2ª Leitura: Novo Testamento
Evangelho
        
         E na Liturgia Eucarística, no momento da Consagração, quando o Sacerdote reza: “Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por vós. Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isso em memória de mim.” (Mt 26, 17-29; Mc 14, 12-25; Lc 22, 7-23; Jo 13, 1-30).
         Outra liturgia que faz parte das orações da Igreja, e que mantém o mundo inteiro em oração durante todo o dia, é a Liturgia das Horas. Ela é dividida em orações para cada momento do dia (Laudes, Hora Terça, Hora Sexta, Hora Nona, Vésperas e Completas, além do Oficio das Leituras) e é composta por salmos e passagens bíblicas.
         O fiel que deseja se aproximar ainda mais da Palavra de Deus, pode também rezar diretamente com sua Bíblia: em casa, no trabalho, sozinho, com a família ou com os amigos. Mas atenção: para o manuseio da Bíblia, deve se ter todo o cuidado que ela merece. Portanto, para melhor acrescento na fé, a Igreja recomenda que prepare com a Oração do Espírito Santo e se faça a Liturgia Diária, que são as leituras separadas para aquele dia (as mesmas da Liturgia da Palavra), compreendendo-a de acordo com os ensinamentos católicos. (Não é recomendado, portanto, a leitura aleatória das Sagradas Escrituras ou interpretação pessoal das mesmas, pois não se atingiria a totalidade da mensagem que Deus quer passar através dos textos). Essa oração é chamada: Lectio Divina.

         Depois disso tudo, tenho certeza, que você conseguiu perceber que a Bíblia está mais presente no seu dia a dia do que imaginava e que conseguiu também encontrar dicas de oração com base nela. Que Deus ilumine seu caminho e que as Escrituras te orientem, com a força do Espírito Santo e o sustento da Eucaristia.



Nathália Pujol Fernandes
Voluntária da Pastoral da Universidade
Semeadora da 40ª Semente
Paroquiana da Catedral
Membro do JAP
Toda de Maria
Catequista

sábado, 23 de setembro de 2017

A História de Jó

      Salve Maria!
     Neste mês da Bíblia nós do JoAM fomos chamados a falar um pouco sobre a história de Jó e tudo aquilo que essa história maravilhosa vem nos ajudar!
     Havia, na terra de Hus, um homem chamado Jó, íntegro, reto, que temia à Deus e fugia do mal.
     Ao longo de sua vida teve 10 filhos e uma terra muito próspera, até que Deus se encontrou com satanás e conversaram a respeito da total entrega de Jó à Deus. No final do diálogo, o Senhor só pede uma coisa: "Tudo o ele tem está em teu poder; mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa." E, assim, satanás retirou todos os filhos, escravos, bois e ovelhas, tudo o que Jó possuía e mesmo com isso ele continuou reto à Deus.
     Então, após todas essas atribulações, houve uma nova conversa entre Deus e Satanás em que agora Ele permitiu que tocasse em Jó, mas que poupasse-lhe a vida, isso foi feito sendo lançado uma lepra sobre ele.
     Diante de tantas frustrações vividos com Jó, três amigos compareceram e tentaram persuadi-lo de que ou ele era pecador ou que Deus não o amava, contudo ele continuou propagando as maravilhas do Senhor.
     Durante uma tempestade Deus o chamou para o interrogar e, face a face, ele diz que Jó é seu melhor servo e, portanto, devolverá sua saúde e lhe tornará em dobro tudo do que tinha possuído. Entretanto, seus amigos são castigados e Jó intercede para que eles saiam vivos, pois sua oração é o que os salva. Após isso Jó vivi por mais 140 anos.
     Podemos tirar desse livro algumas lições, como: temos que ter uma fé muito forte e enraizada para que as opiniões contrárias não nos influenciem, para que mesmo diante dos sofrimentos continuemos acreditando no Amor Divino e perseverando no Seu caminho com a força das nossas orações.

JoAM Catedral
Reuniões aos domingos, 16h.
Te esperamos lá!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sagrada Escritura: a Base da Liturgia

     Salve Maria! Me chamo Marcos Paulo Vieira Mendes, tenho 18 anos e estou na Paróquia da Catedral há um pouco mais de um ano. Assim que cheguei, fiz o JoAM e me apaixonei pelo curso! Nele fiz verdadeiros amigos e lancei minhas raízes na Paróquia através do Setor Juventude. Assumi a coordenação dos Coroinhas, e sirvo nas Missas como Cerimoniário. Nasci e cresci numa família católica, e isso me ajuda enormemente em minha caminhada.
     Neste mês, a Igreja celebra um de seus pilares, a Sagrada Escritura! A Bíblia é um conjunto de livros que narram a história da Salvação. Esse Livro tão importante para nós cristãos, é a base de muita coisa na Igreja Católica. A Verdade revelada está contida nas Sagradas Escrituras.
     A principal influência da Bíblia, é sobre a Liturgia, fonte e ápice da vida cristã! A Liturgia da Igreja é toda baseada nas Escrituras. Diversos elementos foram introduzidos. O hino de Louvor a Deus Pai e a Deus Filho, também conhecido como Glória, foi composto a partir de um trecho do Evangelho segundo São Mateus. O trecho é a passagem do Nascimento do Senhor Jesus, quando os Anjos no céu cantam: ‘’Glória a Deus nas Alturas, e paz na Terra aos homens de boa vontade’’. Com o passar dos séculos, a Igreja escreveu o restante desse hino. O Glória é um dos principais elementos dos ritos iniciais, que são a primeira parte da Liturgia da Missa.
     Após o Glória e a Coleta, a Missa entra na sua segunda parte: a Liturgia da Palavra! Essa é a parte da Missa onde a Bíblia se faz mais presente através da leitura de alguns de seus trechos que estejam de acordo com o que a Igreja celebra em cada dia. Nos dias de semana, memórias e festas, lê-se um trecho do Antigo Testamento, a que chamamos 1ª leitura, em seguida é lido ou cantado um dos capítulos do livro do Salmos e, por fim, é proclamado o Evangelho, que é um trecho dos quatro primeiros livros do Novo Antigo que trás para nós a história da passagem de Cristo pela Terra e o início da Igreja. Nos domingos e solenidades, é acrescentada a 2ª leitura, que é uma passagem do Novo Testamento. Após as leituras, todas retiradas da Bíblia, o celebrante faz a homilia onde explica sob a luz da Doutrina e Tradição da Igreja, os textos da Sagrada Escritura que acabaram de ser proclamados.
     Na Oração Eucarística a influência da Bíblia é mais escondida. Diversos elementos e textos que passam despercebidos, foram retirados da Sagrada Escritura. As palavras da Consagração ditas por Nosso Senhor na Santa Ceia, foram retiradas dos Evangelhos para cumprir o que Ele nos pediu: ‘’ Fazei isso em memória de Mim’’. O Pai Nosso também foi retirado dos Evangelhos. O Cordeiro de Deus faz alusão ao que disse São João Batista: ‘’ Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do Mundo’’. Essa afirmação de São João, transformou-se em uma parte importante da Missa pois ela é dita antes da Comunhão, é mais um momento para pedir a Deus perdão por nossos pecados veniais e nos arrependermos deles para nos aproximarmos devota e piedosamente da Mesa da Comunhão Eucarística.
     É muito difícil falar nas poucas linhas de um texto de blog sobre toda a influência da Bíblia na Liturgia Católica. A relação é profunda e intima. Praticamente tudo na Liturgia encontra explicação e fundamento nas Escrituras. A Bíblia é a grande serva e inspiração da Liturgia da Igreja. Amemos a Palavra de Deus que nos trás a história de nossa Salvação e nos apresenta o caminho que devemos seguir. Tenhamos sempre a Bíblia diante de nossos olhos, pois Deus nos fala através dela e nos ajuda em todas as nossas dificuldades.




Marcos Paulo V. Mendes
Coordenador dos Coroinhas
Cerimoniário
Membro do Setor Juventude

Pensando o futuro

     “Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter, como todo dia nasce novo em cada amanhecer” . Depois de passarmos das festas de final de...