quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A Padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida

Salve Mãe Aparecida!
     Eu sou o Micael, do EAC, tenho 14 anos e vim falar de uma pessoa extremamente importante para mim e para todos nós. A Padroeira do Brasil - Nossa Senhora Aparecida!
     Nossa Senhora da Conceição Aparecida é uma das inúmeras aparições de Nossa Senhora e em 2017 faz 300 anos da aparição dela.
     Em 1717, na segunda quinzena de Outubro, Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.
     O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.
     Eles já estavam desistindo da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente e, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.  Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações.  A partir daí começou a devoção a Nossa Senhora Aparecida.
     Ela é responsável por inúmeros milagres, e eu fui uma das pessoas agraciadas com a ação dela.
     Em 2012 fiz minha primeira visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida e minha mãe me contou algumas histórias sobre pessoas que pediam a intercessão de Nossa Senhora e “pagavam” uma promessa a Ela. Nessa época meu pai estava afastado da igreja, e, após a visita, surgiu no meu coração o desejo de fazer algo por meu pai. Me coloquei a orar para N.S. Aparecida e prometi que passaria por toda a passarela do Santuário de joelhos, se ela fizesse meu pai voltar a ter Fé.
     No ano seguinte, convicto de cumprir minha promessa, contei aos meus pais o que queria fazer, no início eles repudiaram a ideia, mas, após conversarem com um Padre, eles compreenderam. Com isso meu pai, pela primeira vez, me acompanhou na visita e junto dele e de minha mãe, passei toda a passarela de joelhos. No final, já sem forças para continuar, rezei para que Nossa Senhora me ajudasse a terminar, e ela me deu forças para terminar a caminhada. Após tudo isso eu tive a confirmação do milagre, meu pai, um ano depois disso tudo, se crismou, voltando à Igreja.
     E nesse ano – 2017 – eu tive novamente uma experiência maravilhosa com Ela; por meio Dela ganhei um presente inimaginável.
     No Retiro de Carnaval, durante o Momento Mariano, onde estava exposta uma imagem da Mãe Aparecida, eu senti um ardor no meu coração, como se Nossa Senhora me pedisse para fazer algo pelos que lá estavam. Sem pensar muito, abracei várias pessoas, mas uma delas foi especial, foi o início de algo maior.  Nesse momento, nesse abraço, tive o primeiro contato com minha atual namorada, que agora eu não tenho dúvidas que foi uma benção de Nossa Senhora, tanto para mim, quanto para ela. 
     Tudo isso apenas me fez testemunhar e crer ainda mais na ação de Deus, e na intercessão de Nossa Senhora. Além desses testemunhos, por várias outras vezes vi a ação Dela na minha vida, na de meus familiares e amigos.
     É claro para mim, com tudo isso, que a fé em Nossa Senhora Aparecida me levou a ter muito mais fé em Deus e agora eu entendo a importância Dela para mim.
     Espero que esse pequeno texto mostre a ação intercessora de Nossa Mãe, e a importância dela para a nossa fé.
Um simples pedido basta para que a Mãe Aparecida interceda por nós e por todos ao Pai!



Micael Santos Gumier Xavier

VI EAC Catedral

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A Sagrada Escritura como Base da Oração

         Todo aquele que deseja se aproximar mais de Deus, assim consegue através da oração, pois é por meio da oração que Deus nos ouve e nós nos aproximamos dEle. Mas para um perfeito diálogo, não basta apenas rezarmos por nós mesmos, é preciso que façamos uso da Palavra de Deus, para podermos também OUVIR aquilo que Ele irá falar e aprender com outros que também rezaram à Ele.
         Os caminheiros que colocaram em seus caminhões a frase: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” aprenderam bem com a Bíblia como aclamar a Deus. O salmista do Salmo 23 rezou com palavras tão bonitas que nos animam até hoje na nossa caminhada.
         Esse mesmo salmo continua da seguinte forma: “Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma”. Sempre que o leio, já começo a cantarolar. Muitas músicas foram compostas com base em salmos assim e nos levam cada vez pra mais perto de Deus no nosso dia a dia. E nem sempre reparamos que cantando elas, rezamos como a Bíblia nos ensina.
         Das Sagradas Escrituras também foram tiradas as orações mais básicas que conhecemos: o Pai Nosso e a Ave Maria. Em Mt 6, 9-13 Jesus nos ensina: “Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”. Em Lc 1, 28.42 encontramos a primeira parte da Ave Maria, com a saudação do Anjo e a exclamação de Santa Isabel: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre [Jesus]”. Ou seja, sempre que rezamos uma dessas orações, fazemos uso da Palavra de Deus.
         No Santo Rosário podemos ainda meditar os mistério da nossa Redenção, também contidos na Bíblia:

         Mistérios Gozosos
1. A Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora (Lc 1,26-38)
2. A Visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel (Lc 1,39-56)
3. O Nascimento de Jesus na gruta de Belém (Lc 2, 1-2)
4. A Apresentação do Menino Jesus no Templo (Lc 2, 22-38)
5. Encontro de Jesus no Templo entre os doutores da Lei (Lc 2,40-50)

Mistérios Luminosos
1. Batismo de Jesus no rio Jordão (Mt 3, 13-17; Mc 1, 9-11)
2. Jesus faz seu primeiro milagre nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11)
3. Jesus anuncia o Reino de Deus e convida à conversão (Mc 1, 15)
4. Jesus se transfigura (Mt 17, 1-13)
5. Jesus institui a Eucaristia (Mc 14, 22-35)

Mistérios Dolorosos
1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras (Lc 22, 39-46)
2. A prisão e flagelação de Jesus (Mc 15, 1-15)
3. A coroação de espinhos (Mt 27, 27-30)
4. Subida dolorosa ao Calvário (Mc 15, 20-23; Lc 23, 26-32)
5. A crucifixão e morte de Jesus (Mt 27, 45-50; Jo 19, 18-24)

Mistérios Gloriosos
1. A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28, 1-15; Jo 20, 1-18)
2. A Ascensão gloriosa de Jesus Cristo aos Céus (Mc 16, 19-20; Lc 24, 50-53)
3. Descida do Espírita Santo sobre os apóstolos (At 2, 1-13)
4. Assunção gloriosa de Nossa Senhora aos Céus (Jo 2, 1-11; Ap 12, 1-18)
5. Gloriosa Coroação de Nossa Senhora ao Céu (Lc 1, 46-55; Ap 12, 1-18)

         Todo o fiel católico ainda é chamado, ao menos aos Domingos e Festas de Guarda à participação na Santa Missa, a maior de todas as orações da Igreja, onde também se é feito o uso das Sagradas Escrituras. Na Liturgia da Palavra:
1ª Leitura: Antigo Testamento
Salmo
2ª Leitura: Novo Testamento
Evangelho
        
         E na Liturgia Eucarística, no momento da Consagração, quando o Sacerdote reza: “Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por vós. Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isso em memória de mim.” (Mt 26, 17-29; Mc 14, 12-25; Lc 22, 7-23; Jo 13, 1-30).
         Outra liturgia que faz parte das orações da Igreja, e que mantém o mundo inteiro em oração durante todo o dia, é a Liturgia das Horas. Ela é dividida em orações para cada momento do dia (Laudes, Hora Terça, Hora Sexta, Hora Nona, Vésperas e Completas, além do Oficio das Leituras) e é composta por salmos e passagens bíblicas.
         O fiel que deseja se aproximar ainda mais da Palavra de Deus, pode também rezar diretamente com sua Bíblia: em casa, no trabalho, sozinho, com a família ou com os amigos. Mas atenção: para o manuseio da Bíblia, deve se ter todo o cuidado que ela merece. Portanto, para melhor acrescento na fé, a Igreja recomenda que prepare com a Oração do Espírito Santo e se faça a Liturgia Diária, que são as leituras separadas para aquele dia (as mesmas da Liturgia da Palavra), compreendendo-a de acordo com os ensinamentos católicos. (Não é recomendado, portanto, a leitura aleatória das Sagradas Escrituras ou interpretação pessoal das mesmas, pois não se atingiria a totalidade da mensagem que Deus quer passar através dos textos). Essa oração é chamada: Lectio Divina.

         Depois disso tudo, tenho certeza, que você conseguiu perceber que a Bíblia está mais presente no seu dia a dia do que imaginava e que conseguiu também encontrar dicas de oração com base nela. Que Deus ilumine seu caminho e que as Escrituras te orientem, com a força do Espírito Santo e o sustento da Eucaristia.



Nathália Pujol Fernandes
Voluntária da Pastoral da Universidade
Semeadora da 40ª Semente
Paroquiana da Catedral
Membro do JAP
Toda de Maria
Catequista

sábado, 23 de setembro de 2017

A História de Jó

      Salve Maria!
     Neste mês da Bíblia nós do JoAM fomos chamados a falar um pouco sobre a história de Jó e tudo aquilo que essa história maravilhosa vem nos ajudar!
     Havia, na terra de Hus, um homem chamado Jó, íntegro, reto, que temia à Deus e fugia do mal.
     Ao longo de sua vida teve 10 filhos e uma terra muito próspera, até que Deus se encontrou com satanás e conversaram a respeito da total entrega de Jó à Deus. No final do diálogo, o Senhor só pede uma coisa: "Tudo o ele tem está em teu poder; mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa." E, assim, satanás retirou todos os filhos, escravos, bois e ovelhas, tudo o que Jó possuía e mesmo com isso ele continuou reto à Deus.
     Então, após todas essas atribulações, houve uma nova conversa entre Deus e Satanás em que agora Ele permitiu que tocasse em Jó, mas que poupasse-lhe a vida, isso foi feito sendo lançado uma lepra sobre ele.
     Diante de tantas frustrações vividos com Jó, três amigos compareceram e tentaram persuadi-lo de que ou ele era pecador ou que Deus não o amava, contudo ele continuou propagando as maravilhas do Senhor.
     Durante uma tempestade Deus o chamou para o interrogar e, face a face, ele diz que Jó é seu melhor servo e, portanto, devolverá sua saúde e lhe tornará em dobro tudo do que tinha possuído. Entretanto, seus amigos são castigados e Jó intercede para que eles saiam vivos, pois sua oração é o que os salva. Após isso Jó vivi por mais 140 anos.
     Podemos tirar desse livro algumas lições, como: temos que ter uma fé muito forte e enraizada para que as opiniões contrárias não nos influenciem, para que mesmo diante dos sofrimentos continuemos acreditando no Amor Divino e perseverando no Seu caminho com a força das nossas orações.

JoAM Catedral
Reuniões aos domingos, 16h.
Te esperamos lá!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sagrada Escritura: a Base da Liturgia

     Salve Maria! Me chamo Marcos Paulo Vieira Mendes, tenho 18 anos e estou na Paróquia da Catedral há um pouco mais de um ano. Assim que cheguei, fiz o JoAM e me apaixonei pelo curso! Nele fiz verdadeiros amigos e lancei minhas raízes na Paróquia através do Setor Juventude. Assumi a coordenação dos Coroinhas, e sirvo nas Missas como Cerimoniário. Nasci e cresci numa família católica, e isso me ajuda enormemente em minha caminhada.
     Neste mês, a Igreja celebra um de seus pilares, a Sagrada Escritura! A Bíblia é um conjunto de livros que narram a história da Salvação. Esse Livro tão importante para nós cristãos, é a base de muita coisa na Igreja Católica. A Verdade revelada está contida nas Sagradas Escrituras.
     A principal influência da Bíblia, é sobre a Liturgia, fonte e ápice da vida cristã! A Liturgia da Igreja é toda baseada nas Escrituras. Diversos elementos foram introduzidos. O hino de Louvor a Deus Pai e a Deus Filho, também conhecido como Glória, foi composto a partir de um trecho do Evangelho segundo São Mateus. O trecho é a passagem do Nascimento do Senhor Jesus, quando os Anjos no céu cantam: ‘’Glória a Deus nas Alturas, e paz na Terra aos homens de boa vontade’’. Com o passar dos séculos, a Igreja escreveu o restante desse hino. O Glória é um dos principais elementos dos ritos iniciais, que são a primeira parte da Liturgia da Missa.
     Após o Glória e a Coleta, a Missa entra na sua segunda parte: a Liturgia da Palavra! Essa é a parte da Missa onde a Bíblia se faz mais presente através da leitura de alguns de seus trechos que estejam de acordo com o que a Igreja celebra em cada dia. Nos dias de semana, memórias e festas, lê-se um trecho do Antigo Testamento, a que chamamos 1ª leitura, em seguida é lido ou cantado um dos capítulos do livro do Salmos e, por fim, é proclamado o Evangelho, que é um trecho dos quatro primeiros livros do Novo Antigo que trás para nós a história da passagem de Cristo pela Terra e o início da Igreja. Nos domingos e solenidades, é acrescentada a 2ª leitura, que é uma passagem do Novo Testamento. Após as leituras, todas retiradas da Bíblia, o celebrante faz a homilia onde explica sob a luz da Doutrina e Tradição da Igreja, os textos da Sagrada Escritura que acabaram de ser proclamados.
     Na Oração Eucarística a influência da Bíblia é mais escondida. Diversos elementos e textos que passam despercebidos, foram retirados da Sagrada Escritura. As palavras da Consagração ditas por Nosso Senhor na Santa Ceia, foram retiradas dos Evangelhos para cumprir o que Ele nos pediu: ‘’ Fazei isso em memória de Mim’’. O Pai Nosso também foi retirado dos Evangelhos. O Cordeiro de Deus faz alusão ao que disse São João Batista: ‘’ Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do Mundo’’. Essa afirmação de São João, transformou-se em uma parte importante da Missa pois ela é dita antes da Comunhão, é mais um momento para pedir a Deus perdão por nossos pecados veniais e nos arrependermos deles para nos aproximarmos devota e piedosamente da Mesa da Comunhão Eucarística.
     É muito difícil falar nas poucas linhas de um texto de blog sobre toda a influência da Bíblia na Liturgia Católica. A relação é profunda e intima. Praticamente tudo na Liturgia encontra explicação e fundamento nas Escrituras. A Bíblia é a grande serva e inspiração da Liturgia da Igreja. Amemos a Palavra de Deus que nos trás a história de nossa Salvação e nos apresenta o caminho que devemos seguir. Tenhamos sempre a Bíblia diante de nossos olhos, pois Deus nos fala através dela e nos ajuda em todas as nossas dificuldades.




Marcos Paulo V. Mendes
Coordenador dos Coroinhas
Cerimoniário
Membro do Setor Juventude

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Moisés: Uma História de Perseverança

Salve Maria Imaculada!
    Nós somos a Lorena, Julia e o Micael, do EAC. E hoje nós iremos falar sobre algo muito interessante, uma pessoa muito especial e importante para nós, Moisés!
   Moisés foi o maior profeta da Antiga Aliança de Deus com o povo hebreu – também chamados de israelitas. Ele foi o responsável que, por meio de Deus, libertou o povo escolhido da terra da escravidão, o Egito, levando-os até a Terra Prometida.
    Nascido no Egito, Moisés (sendo filho de uma israelita), foi posto em um cesto no Nilo por ordem do Faraó, que temia que os israelitas se tornassem demasiadamente poderosos e numerosos, mandando assim que todos recém-nascidos hebreus fossem lançados no Rio Nilo. Porém, a filha do Faraó encontrou Moisés e o adotou. Após muitos anos, ele abandonou o palácio real e foi viver com os israelitas, defendendo-os dos egípcios, ao saber disso o Faraó procurava Moisés, para mata-lo, então ele fugiu para uma terra estrangeira, chamada Madiã.
    Enquanto Moisés apascentava seu rebanho, no monte Horeb, Deus apareceu a Moisés por meio de uma sarça que queimava, mas não se consumia. Deus disse para Moisés voltar ao Egito e libertar seu povo.  Moisés foi até o Faraó pedindo para que ele libertasse o povo de Israel, apenas após muitos sinais de Deus, o Faraó liberta o povo de Deus.  No dia da libertação do povo, Deus pediu, por meio de Moisés, que o povo israelita ceasse um cordeiro por família, e usassem o sangue do cordeiro para marcar suas portas, pois assim estariam salvos do Anjo que passaria pelo Egito, matando os primogênitos.  Assim feito o povo hebreu celebrou a Páscoa – que significa passagem do Senhor.
    Enquanto o povo viajava para Terra Prometida, o Faraó se arrependeu de libertar o povo e mandou tropas perseguirem os israelitas, as tropas os alcançaram quando estavam próximos ao Mar Vermelho. Moisés então rezando a Deus, levantou o seu cajado, como Deus havia mandado, e o mar se abriu, o povo israelita passou de pé enxuto pelo mar, e ao Moisés levantar novamente seu cajado o mar se fechou, enquanto os egípcios passavam.
    Cinquenta dias após a primeira Páscoa, Moisés subiu ao Monte Sinai, e Deus deu a ele o Decálogo – os Dez Mandamentos – que constituem a Lei de Deus, as quais os israelitas deveriam seguir, para viverem em paz. Eram duas tábuas de pedra, que, segundo a tradição, foram escritas pela própria mão de Deus.
10 Mandamentos
    Os 10 mandamentos, são direitos e deveres que devemos cumprir para estarmos mais próximos de Deus.
1° Mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas: Este mandamento, convida o homem à adorar à Deus, amá-lo, e crer nele acima de tudo. Um desvio desse mandamento é a Superstição, tentando Deus por palavras e atos. Fazendo a “magia” ser maior que ele na nossa vida.
2° Mandamento: Não pronunciar o nome de Deus em vão: Esse mandamento nos manda respeitar o nome Santo de Deus. Um desvio desse mandamento é a blasfêmia, quando usamos o nome de Deus de forma injuriosa, ofensivamente.
3° Mandamento: Guardar domingos e festas de guarda: Esse mandamento, nos convida a nos abster das atividades, e prestar culto a Deus ,durante o dia do Senhor(domingo) e nos dias de preceito.
4° Mandamento: Honrar Pai e Mãe: Nesse mandamento, percebemos que devemos honrar nossos pais, para nosso bem e bem dos mesmos, pois são nossas autoridades, que estão sempre conosco.
5° Mandamento: Não matarás: Esse mandamento nos ordena não matar, tanto verbalmente (por meio de xingamentos, palavras ‘’baixas”) como também fisicamente (assassinato, suicídio, eutanásia).
6° Mandamento: Não cometer adultério: O sexto mandamento, mesmo que seja: “Não cometerás adultério”, engloba todos os pecados contra a castidade. Todos nós, a exemplo de Maria, somos chamados a respeitar o nosso corpo, pois ele é templo do Espírito Santo.
7° Mandamento: Não furtar: Esse mandando nos ordena a respeitar os bens de seu próximo. O roubo é a usurpação do bem alheio. Ele nos afastar de Deus e de nossos irmãos. Jesus ainda nos fala: “De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se perde a alma?” (Mt 16, 26).
8° Mandamento: Não levantar falso testemunho: Todos nós como cristãos somos chamados a sinceridade nos nossos atos e palavras. Devemos testemunhar a verdade em nosso dia a dia, mesmo que nos custe sacrifícios, ou até mesmo a própria vida, pois devemos sempre viver e proclamar a verdade para aqueles que não a conhecem.
9° Mandamento: Não pecar contra a castidade: esse mandamento nos chama a vencer os nossos desejos carnais em nossos atos e pensamentos. Essa grande luta purifica e nosso coração e nos ensina a nos valorizarmos como templo do Espírito Santo.
10° Mandamento: Não cobiçar as coisas alheias: Esse mandamento exige uma postura de respeito em relação aos bens de nossos irmãos.              
    “Enche-se de felicidade aquele que vê, sem inveja, a felicidade dos outros.” (São Francisco de Assis)
    Toda a história de Moisés nos ensina a ter perseverança e fé em Deus, nos mostra o quão importante é a oração para nossa batalha contra o mal, e, acima de tudo, ensina-nos a guardar os mandamentos de Deus, pois apenas com eles podemos ter uma vida em paz com nosso irmão e nos mantermos unidos a Deus, que sempre nos liberta do mal!




Micael Santos Gumier Xavier
VI EAC Catedral

Lorena Golinelhi
VI EAC Catedral

Júlia Schmidt
VII EAC Catedral


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sagrada Escritura

            Queridos amigos, eu me chamo Natan, tenho 20 anos e faço parte da Catedral desde 2012 quando fiz o meu EAC. Atualmente sou coordenador do EAC na paróquia e do setor de comunicação da juventude. Faço faculdade de Administração na Universidade Católica de Petrópolis, fato que me ajuda muito na vivência da fé, já que estar em universidade católica é estar perto da Igreja.
            No mês de setembro comtemplamos o mês da Bíblia. Nosso blog vai trazer um pouco sobre isso em uma série de textos. Para começar, hoje vou falar sobre a Sagrada Escritura.
            Dividida em duas partes, a Bíblia é um conjunto de livros onde vamos encontrar desde a história da criação ao Apocalipse, passando por histórias de profetas, parábolas, a história da salvação. É importante entender que a Bíblia não é um livro qualquer escrito por escritores quaisquer, mas trata-se da revelação de Deus aos homens, ou seja, através do homem, Deus se mostrou e se deixou conhecer.
            A Sagrada Escritura vai trazer o Antigo Testamento que conta com 46 livros. O Antigo Testamento trata em sua essência das relações entre Deus e o povo Israelita, onde vemos a revelação primordial de Deus ao homem, na figura de Abrãao, de maneira que Deus sela sua aliança com a humanidade.
            No Novo Testamento, em 27 livros, vamos ter um fato esperado durante toda a Sagrada Escritura: a Consumação da Salvação, contado nos 4 Evangelhos. Neste vamos ver a narração da história de Jesus, o salvador anunciado no antigo testamento, de maneira que Deus sela a aliança permanente conosco. Além disso, é contada a história dos apóstolos, do início da Igreja, do apocalipse.
            A Bíblia apresenta 2 autores: Autor Sagrado, que é Deus, de quem provém as palavras e ensinamentos; O autor humano, a quem se dirigem as palavras e ensinamentos e a quem se apela para o uso de termos humanos. Os autores são inspirados por Deus a escrever fatos de que tomaram conhecimento ou foram testemunhas; ou ainda a relatar episódios e conhecimentos que ainda não aconteceram.
            São Jerônimo traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim. No Concílio de Trento em 1542, essa tradução foi estabelecida como versão oficial da Bíblia para a Igreja Católica.
            É importante entender a Bíblia e os livros nela contidos, já que cada texto tem uma mensagem em especial e deve ter sua devida interpretação, sendo necessário muitas vezes o uso da interpretação extraliteral. Entre os católicos, quem vigia a reta interpretação é o Magistério da Igreja.
            Não é atoa que a Bíblia é o livro mais lido/vendido de todos os tempos. É muito importante o seu uso no nosso cotidiano para orar, estudar sobre a nossa fé e entender a aliança que Deus estabelece conosco. Os estudos da Sagrada Escritura são muito ricos e muito mais do que teoria, tem muito a nos dizer sobre nosso papel enquanto igreja.
            Não deixemos que nossa Bíblia se torne apenas um acessório. Respeitemos e amemos a Sagrada Escritura!




Natan Henrique Pereira
Coordenador do EAC Catedral (2017)

domingo, 27 de agosto de 2017

Vida Consagrada: Sinal do Reino dos Céus no Mundo

    Na terceira semana do mês de agosto, a Igreja no Brasil dedica suas orações às pessoas consagradas¹ – seja como leigos, seja como religiosos – e convida os fiéis, que ainda discernem sua vocação, a contemplar o testemunho desses homens e mulheres, cuja vida neste mundo é sinal escatológico do Reino de Deus, e se questionarem se à consagração Deus os chama.
      O sacramento da ordem imprime caráter nos sujeitos que o recebem, e é ele que, pelo princípio de funcionalidade, introduz na Igreja as diferentes categorias de fiéis, todos eles com igual dignidade de filhos de Deus². Os clérigos têm no sacramento da ordem o seu caminho de santificação. Os casados o têm no sacramento do matrimônio. Mas outros fiéis têm em uma consagração especial de vida o seu caminho de santidade³. Eles podem ser chamados a vivê-la enquanto religiosos⁴, como os monges e frades, ou a vivê-la enquanto leigos, como os membros de Institutos de Vida Secular⁵ e Sociedades de Vida Apostólica⁶.
    A partir do Concílio Vaticano II, de cujo patrimônio intelectual nós recebemos a Constituição Dogmática Lumen Gentium, que, além da apresentar “a natureza e missão universal da Igreja”⁷, evidenciou o chamado à santidade de todos os fiéis⁸, gradualmente cresceu a consciência de clérigos e leigos acerca da urgência de uma nova evangelização da sociedade. Nesse ínterim, surgiram com cifras cada vez maiores os Movimentos e Novas Comunidades, ao que João Paulo II chamou “primavera da Igreja”, a proporem formas renovadas de vida cristã, com ênfase em um autêntico discipulado, na comunhão fraterna e na missão. Ao longo dos anos, nas Associações de Fiéis⁹ originou-se a compreensão e vivência de uma “consagração ao carisma”, isto é, de uma forma de pertença comum a leigos e/ou clérigos, que encontram em certa identidade espiritual o seu chamamento pessoal e comunitário à santidade que Deus lhes reservou. Esse fenômeno tem sido acompanhado diligentemente pela Igreja, como se observou na recente Carta da Congregação para a Doutrina da Fé “Iuvenescit Ecclesia”¹⁰, que, admirada, contempla as maravilhas de Deus realizadas na saudável relação entre os dons hierárquicos e carismáticos.
      Como em cada estado de vida manifesta Deus a sua santidade, nas consagrações especiais que se efetuam no seio da Igreja podem todos os fiéis encontrar um grito profético na vida destes homens e mulheres, que buscam cada qual a seu modo dar a conhecer a radicalidade do seguimento de Jesus Cristo. Por seu múnus sacerdotal, eles consagram a Deus primeiramente as suas vidas, mas não menos suas energias, seus bens, seu tempo, seus dons, tornando oferenda ao Senhor aquilo que são e fazem. E, por seu múnus régio, procuram eles estar solícitos ao serviço das urgências para as quais o carisma deles está na Igreja para atender.
    Um número considerável de fiéis tem aderido a essas novas expressões de consagração. No entanto, como todo chamado, exige discernimento e responsabilidade, pois Deus é glorificado quando é feita a sua vontade. O homem, para alcançar a glória à qual Deus o destinou, precisa estar na vocação certa. A santidade dele e, de certo modo, a de muitas pessoas, depende da integridade e integralidade do seu sim vocacional. Não adianta dar a Deus o que Deus não quer. E, ainda, a longo prazo, nenhum homem chega à plenitude pessoal apenas realizando as próprias vontades. Se assim fosse, o mundo devia ser uma fábrica de felicidade, um parque de diversões com proporções globais, que enxugaria todas as faces e cobriria de sorriso todas as bocas. Mas essa não é a verdade. João afirma: O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente¹¹.
       Feliz o homem que na lei do Senhor Deus vai progredindo¹². A nova lei agora está gravada no íntimo de nós¹³, pois a aliança dos tempos messiânicos – que são esses – é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo¹⁴, dado por Cristo como o dom do Pai para todos aqueles que ele resgatou com o seu sangue¹⁵. A nossa vida clama pela sua realização final, que está radicada na Santíssima Trindade¹⁶. Fora de Deus, tudo é provisório, insuficiente, impróprio para nos fazer entrar em posse da felicidade que nós ansiamos. A glorificação de Deus é o movimento natural de toda vida que se volta para o cumprimento de sua vontade. Assim, mais feliz será o homem quanto mais se voltar para Deus, para glorificá-lo no caminho de sua própria bem-aventurança.
        Rezemos pela vocação daqueles que deixaram tudo pelo Senhor. E por tantos outros que o hão de seguir, mas que precisam de discernimento e fortaleza para fazerem as escolhas necessárias à consecução de sua jornada espiritual.
      Que todo medo seja superado pelo amor de Cristo, do qual Paulo fala que nada nos pode separar¹⁷, e que os passos vocacionais daqueles que leem esse artigo sejam edificados sobre a rocha, que é o Senhor. Nem o vento nem a chuva poderão derrubar o que está edificado sobre ele¹⁸. As muitas águas nunca apagarão o amor¹. É preciso atender àquele que chama. E, se Deus o chama a uma consagração, volte para ele o rosto, e não as costas²⁰. Ele o ama, e promete sua presença em todos os momentos: Se passares pela água e pelo fogo, eu estarei contigo²¹.
Pedro Thiago da Cruz Costa
Membro celibatário da
Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém






                                                  
                                                     

                                              


1 Catecismo da Igreja Católica (CEC), 916.
2 Código de Direito Canônico (CIC), cân. 207.
3 CEC 914.
4 CEC 925-927.
5 CEC 928-929.
6 CEC 930.
7 LG 1.
8 LG 39-42.
9 CIC, cân. 298.
10 Carta da Congregação para a Doutrina da Fé aos Bispos da Igreja Católica, Sobre a Relação de Dons Hierárquicos e Carismáticos para a Vida e Missão da Igreja, aprovada em 14 de março de 2016 pelo Papa Francisco e dada em Roma, em 15 de maio de 2016, na Solenidade de Pentecotes.
11 1 João 2, 17.
12 Cf. Salmo 118, 1.
13 Jeremias 31, 33.
14 Romanos 5, 5.
15 Apocalipse 1, 5.
16 CEC 1.
17 Romanos 8, 39.
18 Mateus 7, 25.
19 Cântico dos Cânticos 8,7.
20 Jeremias 32, 33.
21 Cf. Isaías 43, 2.

Pensando o futuro

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